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7 conselhos para escrever melhor

31.01.2018 | 5 minutos de leitura
Fernanda Cristine Felicio
Comunicação
7 conselhos para escrever melhor

A ESCRITA

Desde que o homem começou a organizar o pensamento por meio de registros, a escrita foi se desenvolvendo e ganhando extrema relevância nas relações sociais, na difusão de ideias e informações.

Estudando um pouco mais a sua função, vemos que a escrita foi importante ao longo dos séculos para a preservação do conhecimento da nossa religião, doutrina e cultura, juntamente com a linguagem oral.

A escrita é o recurso do qual a maioria das pessoas faz uso para comunicação, transmissão de conhecimento, registro de dados, entre outros. Tal como a leitura, é uma construção que se processa a partir da interação. Quem escreve tem uma intenção, um objetivo a ser alcançado, quer sempre dizer algo para alguém, ainda que esse alguém seja o próprio autor (como em um diário, uma lista de compras, de tarefas, etc.).

Aqui selecionamos sete dicas que podem ajudar os comunicadores de plantão a escreverem melhor. Vamos lá!

1. LEAD / LIDE

São as perguntas que a matéria precisa responder. É preciso pensar que o texto será, em muitos casos, fonte de informação, por isso é preciso responder algumas perguntas para o leitor.

- O quê? O que aconteceu ou vai acontecer? Sobre o que estamos falando?


- Quem? Quem promoveu? Quem participou? Precisamos deixar claro, para quem for ler o texto, quais são os personagens, quem participa da história, do fato que contamos.

- Quando? Quando aconteceu ou vai acontecer? Data, ano, mês, horário. 


- Onde? Local onde acontece o evento, especificar a região, endereço para identificar ao leitor. 


- Por quê? Esclareça mais sobre o fato em questão. Diga o porquê de sua ocorrência: é uma comemoração especial? Faz parte do planejamento de quem? Qual o objetivo da proposta?

- Como? Como aconteceu o fato? Este é o espaço para contar mais do evento. Foi em um fim de semana? Um dia inteiro? Qual foi a dinâmica da realização? Como se deram os acontecimentos? 


Não há uma ordem exata para responder essas perguntas, nem mesmo todas elas precisam ser respondidas como um questionário. É importante que você tenha leveza no seu texto e vá inserindo essas informações à medida em que escreve. Lembre-se que seu leitor, provavelmente, vai se interessar por esses dados. 


2. PLANEJE

O planejamento requer que se pense no leitor do texto. Para quem estou escrevendo? Com esse público alvo definido, o escritor determina o uso da linguagem, os dados a pesquisar, os argumentos necessários e o objetivo da sua produção textual. Por mais abrangente que seja o contexto da escrita, deve-se estabelecer o horizonte para onde encaminhar o texto.

3. USE ADJETIVOS COM MODERAÇÃO

Por vezes, devido a estar muito envolvido com os acontecimentos, o escritor corre o risco de querer, a todo o momento, exaltar as pessoas e engrandecer os momentos. Isso não é ruim, faz parte também da experiência de quem escreve. Porém, é necessário tomar o cuidado para que, no texto, isso não fique excessivo e cansativo ao leitor. É preciso pensar que, apesar de o público ser prioritariamente católico, é possível encontrar leitores que não fazem parte do grupo e podem estranhar o texto e até mesmo achá-lo pobre e piegas.

4. EVITE O USO INADEQUADO DO GERÚNDIO

Gerúndio é uma forma nominal do verbo que indica ação contínua, que está, esteve ou estará em andamento: indo, cantando, falando, escrevendo, lendo... Ele dá uma ideia de continuidade, que muitas vezes não cabe na estrutura frasal por não estar bem adequado nela, com a pontuação adequada, para ter o efeito desejado. Por isso, muitas vezes, é melhor desmembrar a frase e completar a ideia sem usar o gerúndio. Quando pensar em usar essa estrutura de frase, pense se é a única opção que você tem, uma vez que, a pontuação adequada dá ao leitor as pausas necessárias para que o texto se torne prazeroso de ser lido e as informações capazes de serem assimiladas. Gerundismo é um termo que foi criado para designar a prática de utilizar gerúndio em demasia, de forma a se tornar um vício de linguagem, um modismo da oralidade, que, perante a linguagem padrão, é considerado inadequado. Por exemplo: ao invés de dizer a alguém que você vai estar fazendo, vai estar mandando ou ligando, use o verbo na forma de infinitivo: “Vou ligar”, “mandarei” ou “farei”...

5. REVISE

A revisão, geralmente, implica nos ajustes e adequações das normas gramaticais. Você pode escrever, rascunhar, brincar com as palavras até chegar a uma produção com o vocabulário definido, aí será preciso observar melhor a pontuação, a acentuação, além da coesão e coerência, ver se os parágrafos se encaixam, se o texto tem linguagem unificada, se o conjunto da obra está em harmonia. Por vezes, a reescrita de partes (frases, parágrafos e até grande parte do texto) será necessária. Nesse momento, é indicado que outra pessoa também leia o seu texto, pois ela terá um olhar diferente do seu e pode ver coisas que te passaram despercebidas.

6. CULTIVE A LEITURA

A leitura amplia o repertório, o que contribui diretamente para melhorar a escrita, e, além disso, ajuda a memorizar a grafia correta das palavras, bem como suas adequações sintáticas e semânticas. A leitura de textos diversos, desde blogs, jornais, revistas a crônicas e narrativas possibilita um crescimento no ato de pensar e, consequentemente, na capacidade de escrever conteúdos mais atraentes.

7. CONTE COM A GRAÇA DE DEUS

Quando nos referimos a uma produção no contexto católico, de evangelização, sem deixar de lado a técnica, precisamos nos preocupar que o poder de Deus seja refletido em nossos textos. Aquele “algo a mais” que não é encontrado em outros materiais. Afinal, somos chamados a anunciar a Palavra de Deus! Por isso, permita-se contar com a graça Dele para que a produção flua e alcance os objetivos desejados.

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