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Em busca do hexa: as seis estrelas que o comunicador católico deve buscar

28.06.2018 | 1 minutos de leitura
Fernanda Cristine Felicio
Comunicação
Em busca do hexa: as seis estrelas que o comunicador católico deve buscar

O Brasil é reconhecido mundialmente por ser o país do futebol. Nossa seleção já foi campeã 5 vezes da Copa do Mundo, que acontece a cada 4 anos em um país escolhido pela FIFA. Especialistas nesse assunto dizem que esse é o maior evento esportivo do planeta, superando até mesmo as Olímpíadas de verão.

A esperança é que a seleção Brasileira ganhe seu sexto título mundial nessa competição. A cada jogo do Brasil, o país para, o comércio fecha mais cedo, os bancos param de funcionar, o serviço público decreta ponto facultativo e tudo isso para vibrar e torcer pela nossa seleção, de modo unânime, torcer pela vitória, a qual não apaga os problemas ou diminui os desafios do país, mas propicia momentos de alegria: famílias se reunindo, amigos se encontrando, colegas de trabalho comemorando; todos extraindo o melhor de cada situação. 

Enquanto a seleção Brasileira caminha rumo ao hexa, qual será a estrela que nós, comunicadores da Boa Nova, devemos buscar?



“Que esta importante manifestação esportiva possa se tornar uma ocasião de encontro, de diálogo e de fraternidade entre culturas e religiões diversas, favorecendo a solidariedade e a paz entre as nações”, disse o Papa Francisco. As palavras do Santo Padre foram dirigidas aos jogadores e organizadores da Copa do Mundo, na Rússia, mas, também elas, tudo tem a ver com a comunicação. 

Assim como a comunicação desempenha um grande papel na cobertura deste evento mundial, na evangelização não é diferente. Por sua essência, a comunicação que está a serviço da evangelização é chamada a gerar comunhão: oportunidades de encontro que gerem frutos do agrado de Deus. A comunicação, quando projetada para o bem, tende a ajudar o homem a fazer uma experiência de fé, como nos pediu o Papa Emérito Bento XVI: “A vossa missão, queridos comunicadores da Igreja Católica, é a de ajudar o homem contemporâneo a orientar-se para Cristo, único Salvador, e a manter acesa no mundo a chama da esperança, para viver dignamente o hoje e construir adequadamente o futuro”. 

Assim como o maior vencedor de Copas está em busca do seu hexacampeonato na Rússia, o comunicador católico não pode perder de vista os objetivos da sua missão e estacionar no meio do caminho. As possibilidades que a comunicação abre são inúmeras, mas hoje listamos seis estrelas para a busca constante de todo comunicador católico:

Promover a cultura do encontro

Que a comunicação favorece a vocação missionária da Igreja nós já compreendemos, mas muito mais do que uma rede de fios, a Internet é uma rede que conecta pessoas, para levá-las a redescobrir a beleza da fé e do encontro com Cristo. Por isso, a cultura do encontro quer comunicar com misericórdia para favorecer encontros profundos que possam inflamar os corações, a fim de contribuir para a boa, livre e solidária proximidade entre os filhos de Deus e irmãos em humanidade.

A sua comunicação constrói pontes?

Anunciar a Verdade

Papa Francisco afirma que: “A verdade é aquilo sobre o qual nos podemos apoiar para não cair”. Ou seja, anunciar a Verdade é anunciar Jesus: “Eu sou a verdade” (Jo 14, 6). Apoiar-se Nele para levar ao mundo a única verdade que salva e liberta. A partir disso, realmente promover uma comunicação digna de ser recebida pelas pessoas, que seja considerada como serviço a elas, ajudando-as a encontrar alternativas para superação dos tantos conflitos da vida, abrindo vias de comunhão e de paz.

 Ser comunicador da luz

Em tempos em que a escuridão toma conta de tantas vidas, ser farol de Cristo é levar luz para o mundo, ou seja, iluminar a rota por meio do anúncio da Boa Nova que torna as pessoas mais humanas e mais irmãs, reconhecendo-se como filhas de Deus, a partir da capacidade de fazer-se semelhante ao outro, com o objetivo de serem cada vez mais próximas e ajudando-se mutuamente a espalhar a luz: \"A nova que dele temos ouvido e vos anunciamos é esta: Deus é luz e nele não há treva alguma (I Jo 1,5)\".

 Abrir-se ao novo

O mundo muda. As pessoas mudam. A Igreja certamente não perde a sua essência, mas usar os meios de comunicação a seu favor para dialogar com cada tempo é importante para manter-se inserida no universo daqueles que já participam e dos que ainda não foram atraídos para o Reino de Deus. O Papa Francisco assim afirma: “Também e-mails, sms, redes sociais, chat podem ser formas de comunicação plenamente humanas. Não é a tecnologia que determina se a comunicação é autêntica ou não, mas o coração do homem e a sua capacidade de fazer bom uso dos meios ao seu dispor”. Isso significa abrir-se ao novo para expandir as possibilidades de a Igreja ir ao encontro dos filhos de Deus.

 Comunicar com excelência

Levar a comunicação a sério, para criar canais concretos de comunicação que gerem experiências para todos os públicos, impactando-os e tendo meios para não só criar, mas também manter relacionamento com eles, a fim de potencializar o anúncio da mensagem do Evangelho e criar valor para as instituições, para que possam identificar os frutos que gera uma boa comunicação, um trabalho realizado com excelência, pois Deus merece o nosso melhor!

 Escolha pessoal por Cristo

A sexta estrela é, hoje, a chave para todas as situações, todos os planejamentos e ações: buscar recursos espirituais para renovar e manter-se em sintonia com o Senhor, em profunda comunhão com Cristo e, a partir disso, ter a coragem e a ousadia para jogar limpo, para semear a paz e a unidade com todas as ferramentas e estratégias de comunicação que o Espírito inspirar!

Avante! Vamos juntos em busca dessas e de mais estrelas!


  





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