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O que não fazer nas redes sociais de sua paróquia

10.05.2020 | 5 minutos de leitura
Aline Oliveira
Comunicação
O que não fazer nas redes sociais de sua paróquia

A comunicação é parte fundamental do serviço da paróquia. Estar em contato com os fiéis, além do ambiente físico da igreja, é necessário e, muitas vezes, desafiador. Deve-se levar em consideração o que comunicar, para quem e como, buscando as ferramentas certas para tal.

Assim, cada vez mais, as redes sociais se mostram grandes aliadas para propagar as informações paroquiais. Por meio delas, a comunidade fica mais próxima dos acontecimentos da igreja, bem como as mensagens da igreja chegam a todos de maneira mais prática e rápida.

Mas, para garantir a eficácia de todo esse processo, é preciso se atentar a uma série de fatores. Estar presente nas redes sociais, já não é uma questão de opção. Então, possuir os perfis, além de buscar capacitação para conhecer e usufruir melhor dos recursos oferecidos, são os primeiros passos.

Depois, é preciso saber também o que se deve evitar no ambiente digital, já que atitudes inadequadas podem atrapalhar a integração com a comunidade e, até, gerar consequências sérias e indesejadas. Por isso, separamos algumas dicas sobre o que não fazer nas redes sociais da sua paróquia. Confira e analise de que maneira elas podem ajudar no gerenciamento das mídias digitais de sua comunidade.


Falta de informações e de atualizações

Ninguém tem interesse em informações incorretas, certo? Primeiro, é preciso checar como estão as informações dos perfis, se os dados estão todos certos e atualizados. 

Ter um perfil incompleto e desatualizado não traz nenhum benefício à comunidade. Ao contrário, pode gerar confusão aos fiéis que buscarem informações, atrapalhando o processo de comunicação com os paroquianos. 

Dúvidas como horários de missas, datas de eventos especiais, endereços, telefones, são, certamente, muito frequentes nas buscas dos fiéis. Então precisam estar em evidência nas redes sociais da paróquia.


Falta de planejamento

Toda ação tem mais chances de ser bem-sucedida, se for previamente planejada. Nas redes sociais não é diferente. Claro que, em algumas situações, surge a necessidade de comunicar algo de imediato à comunidade. Mas, até esses recados, podem ser pensados de forma a comunicarem da melhor maneira, chegando ao público desejado. 

Fora isso, estruturar aquilo que vai ser divulgado nas redes sociais da paróquia, ao longo do mês, por exemplo, é uma forma de garantir que toda a informação necessária seja transmitida. Através do cronograma de planejamento anual, pode-se selecionar os acontecimentos mensais que deverão ser divulgados e, assim, preparar os conteúdos.

Não planejar os conteúdos transmitidos nas redes sociais da paróquia e, apenas sair postando no dia a dia informações aleatórias, certamente tornariam as mídias sociais da comunidade uma verdadeira confusão!


Falta de conteúdo

Além da organização do planejamento, um conteúdo interessante também ajuda a garantir a audiência e engajamento da comunidade nas redes sociais da paróquia. Não se prender apenas a divulgar o que aconteceu ou vai acontecer na igreja, mas ir além, oferecendo aos paroquianos conteúdo realmente relevante, que evangelize e leve espiritualidade a um ambiente, muitas vezes, hostil à fé.

Para isso, pode-se compartilhar conteúdos de outros perfis católicos, como o Vatican News, que é o portal oficial do Vaticano. Mas, também, promover conteúdo local, elaborado pelas próprias lideranças, pastorais, pároco, de modo a divulgar e valorizar o trabalho realizado na própria comunidade.

Perfis sem conteúdo não agregam. Alimentar os fiéis com a Palavra, propagar a Boa Nova, contar a história dos Santos da Igreja e divulgar as boas ações realizadas no cotidiano da paróquia, são possibilidades de levar a Igreja para mais perto dos fiéis, através dos meios digitais.  


Falta de conferência e de padrão

Ao compartilhar algo nas redes sociais, deve-se tomar o cuidado prévio de checar a fonte da informação, para garantir a veracidade desse conteúdo. Em tempos de fake news, a Igreja também se torna vítima de inverdades, propagadas aos quatro ventos por quem quer prejudicá-la e disseminadas por quem não se dá ao trabalho de verificar do que se trata, antes de seguir espalhando. Então, apenas replicar informações alheias, sem uma boa verificação, é uma atitude perigosa. Todo compartilhamento precisa ser algo feito com muita atenção e responsabilidade. 

Também é aconselhável que haja uma padronização do conteúdo gerado, para transmitir mais credibilidade e profissionalismo aos perfis. Desde a linguagem utilizada, até a arte de um post, tudo isso comunica de forma positiva ou negativa. Criar uma identidade visual para a paróquia, com padrões de fontes e cores, é o primeiro passo. Postagens aleatórias, sem nenhum padrão, não geram bom impacto, e podem, por isso, atrapalhar a comunicação com os fiéis.


Falta de respostas

Por fim, após seguir todo o caminho para alcançar um bom gerenciamento das redes sociais da paróquia e, assim, o engajamento da comunidade, é necessário realizar um acompanhamento frequente de todas elas. 

Responder rapidamente as dúvidas enviadas e retornar as mensagens em comentários, são algumas das tarefas cotidianas de quem é responsável por cuidar das mídias digitais da comunidade.

O não retorno, principalmente no ambiente da internet, tão acessível e interativo, gera descontentamento imediato, podendo afastar um fiel que se sinta, de alguma maneira, mal atendido ou ignorado.


Seja pessoal ou digitalmente, o mais importante é seguir firmes com o trabalho de evangelização, que é papel de todos nós, batizados. Por isso, vale a pena buscar inovar sempre, na intenção de alcançar os fiéis onde estiverem, levando ao mundo a mensagem de amor e fé da Igreja de Cristo!


E então, o que achou dessas dicas? Para mais conteúdos que podem ajudar na comunicação da sua paróquia, continue nos acompanhando em nosso blog. 

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